Vereadores não aceitam interferência externa

A eleição do presidente da Câmara, ocorrida na tarde do dia 1º de janeiro, deixou claro a divisão existente entre os vereadores e um recado dos novatos que não vão aceitar interferência externa nas suas decisões. Um observador político e assessor de um dos parlamentares eleitos, acredita que com esta postura os novos vereadores mostram que a atual “legislatura será mais independente”.

A mostra disto foi o grande número de candidatos a presidente, seis vereadores, e a desistência do vereador Ronaldo Ramos (PSB), nome que era dado como certo e que contava com apoio de vereadores. Pelo menos está foi a configuração montada até dois dias antes da posse dos vereadores.

Yuri Moura (PSOL), Octávio Sampaio (PSL), Marcelo Lessa (Solidariedade) e Eduardo do Blog (Republicanos) ao se candidatarem presidente da Câmara, marcaram posição e, ao mesmo tempo, mostraram que as negociações de bastidores conduzidas pelas principais lideranças do PSD e do PSB não tiveram efeito nenhum, ou, mostraram-se ineficientes e sem poder de unir os novatos.

Domingos Protetor (PSC) também deu o seu recado ao votar em Hingo Hammes, não aceitando a imposição do seu partido para que não votasse em ninguém que tivesse apoiado ou participado da coligação que apoiou o ex-prefeito Bernardo Rossi. A sua postura mostrou que preferiu dar atenção aos seus eleitores e não a decisão da executiva do seu partido.

Nesse processo para eleição do presidente da Câmara, quem saiu prejudicado foi o vereador Ronaldo Ramos. Numa demonstração clara de sua irritação se absteve de votar em um dos seis candidatos a presidente.

Já o vereador Yuri Moura também marcou posição, tanto nos bastidores quanto em seu discurso na Câmara Municipal. Ao defender um governo de coalizou, Yuri mostrou sua habilidade ao negociar e conseguiu, mesmo candidatando-se a presidente se eleger primeiro secretário da Mesa Diretora. Este é o segundo cargo mais importante da Mesa Diretora depois do presidente.

É importante ficar entendido que, a eleição para Mesa Diretora depende de acordo de bastidores e com dez votos, é lógico que Yuri ao lançar seu nome como presidente desmontou qualquer articulação para uma chapa de oposição a candidatura de Hingo Hammes. Basta ver quem votou em Yuri. Ele recebeu dez votos, sendo que a maioria votou em Hingo.

Os vereadores Yuri Moura (PSOL), Octávio Sampaio (PSL), Marcelo Lessa (Solidariedade) e Eduardo do Blog (Republicanos) candidatos a presidente tiveram apenas um voto cada um, que foi o deles mesmo. Já a vereadora Gilda Beatriz (PSD) teve apenas dois votos, o dela e do seu companheiro de partido, Júnior Coruja.

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