Um novo ano, novas esperanças

Queridos amigos e amigas, irmãos e irmãs em Cristo e minha família, Mais um ano termina, ou, mais um que começa. Novas esperanças, novos sonhos, novos projetos e desejos que estão presentes em nossos corações. É verdade que os dois últimos anos não foram fáceis.

Medo, insegurança, perdas irreparáveis, disputas políticas deixando de lado o interesse pelo bom comum e priorizando as disputas ideológicas e partidárias. Economia instável, preços altos e subindo, perda de empregos e alguns conquistando novos postos de trabalho.

A ciência, usando todo potencial da tecnologia que avança a cada dia, para descoberta e fabricação em tempo recorde de vacinas para salvar vidas. Ao mesmo tempo e na mesma velocidade os vírus se espalham pelo mundo. Inclusive o vírus da indiferença, da descrença e do negacionismo na ciência, nas vacinas e na credibilidade de cientistas e profissionais de saúde.

Nos últimos dois anos, tudo é culpa da esquerda ou da direita, de progressistas ou conservadores, de algum país que quer dominar o mundo por meio de chips. O incrível é que a culpa pode estar em quem põe a culpa nos outros (rsrsrs).

No meio disso tudo o povo. Eu, você, ele, ela, nós, eles e elas. O povo, a classe média com perdas econômicas e principalmente pobre, sem recursos, sem emprego, apegado apenas a esperança de dias melhores. Mas todos sofrendo de alguma forma.

Em meio a tudo isso, neste ano que se vai, políticos se debruçam sobre a discussão do passaporte sanitário, uns contra e outros a favor. A população corre aos postos de saúde em busca das vacinas contra a Covid-19, a gripe e outras doenças. Corre as unidades de saúde em busca de um atendimento digno, uma consulta com o profissional de saúde, em busca de uma internação, de uma cirurgia ou apenas de uma mostra grátis de um medicamento, pois não tem dinheiro para comprar.

Enquanto políticos e a Justiça discutem o passaporte sanitário, em muitas comunidades do Brasil a população não tem o direito de ir e vir garantido na Constituição Federal de 1988. Comunidades dominadas por criminosos impõem aos moradores o passaporte social, impedindo que recebam serviços públicos e saem de suas casas com tranquilidade sem o medo de uma bala perdida ou com destino certo atingindo um jovem, uma criança, uma mãe ou pai, uma mulher grávida. Na sua maioria seres humanos negros que tiraram deles a oportunidade de viver mais um dia e chegar em 2022.

2021 não foi um ano fácil. Trouxe consigo o resultado da pandemia de 2020, quando o mundo parou. A pobreza aumentou. Milhares de famílias no Brasil e no mundo passaram a depender de alguém, de uma instituição e da boa vontade política do governo em criar programas e ações de assistência.

Mas, se a pobreza foi um problema crescente. Com ela venho a crise mundial sanitária, ambiental, econômica e política. Nas suas arrogâncias governos, mesmo dizendo o contrário, tentam reeditar políticas ultrapassadas e todas encobertas pelos argumentos da democracia, mas, que na verdade querem impor uma ditadura seja econômica ou ideológica.

Não foi nada fácil encarar 2021. Mas, somos persistentes. Lutamos bravamente. Encaramos o desafio de sermos sobreviventes no caos social, político e econômico que se estabeleceu no mundo desde o início da pandemia causada pela Covid-19.

São muitas pessoas que acreditaram em si mesmas, confiaram em dias melhores e foram à luta. Transformaram suas vidas e ajudaram a transformar a vida de outras pessoas. Exemplos não faltam. Não precisa esperar um programa de tv mostrar. Olhe a sua volta e vai encontrar alguém que superou as dificuldades, ou, que mesmo vivendo-às teve a coragem de sorrir, de abraçar o outro, de dar o ombro para alguém chorar.

Não faltam exemplos assim em nossas comunidades e, até mesmo, em nossa casa.

2021 não foi fácil, assim como não foi em 2020. Mas, e os anos passados, sem a Covid-19, sem um surto de gripe, foi fácil? Acredito que não. Mas, como somos persistentes, superamos as dificuldades e as tristezas. Seguimos em frente e entramos em 2022 esperançosos de dias melhores.

Não percamos a esperança.

Pois, em meio a tudo isso há sempre alguém que nos motiva a seguir em frente, a buscar o melhor, a sair da crise, a olhar para frente e pensar: eu posso, eu quero, eu vou conseguir.

Não é fácil, verdade, mas conte sempre com aquele que tudo pode e que dá sentido à nossa existência e que nos sustenta.

Você pode dar o nome que quiser. Mas tenha certeza de que em meio a todo caos que vivemos, com todas as tristezas e perdas que tivemos, Deus nunca nos desampara.

Ah! Você não acredita em Deus. Ok! Acredita numa força cósmica, na energia positiva. Ok! Não importa o nome que você dá. O certo é que sempre tem alguém ou algo olhando por nós e nos guiando.

Eu acredito em Deus. Não por uma experiência religiosa cultural. Mas, por ter experimentado sua presença em minha vida. São apenas 57 anos e, nos momentos mais difíceis, sempre contei com Deus para continuar seguindo e também, com diversas pessoas que foram e são motivadoras, como minha esposa e meu filho, para seguir em frente.

É verdade que não basta acreditar. É preciso caminhar, pois Deus nos aponta o caminho, nos dá as forças necessárias, mas não quer que fiquemos de braços cruzados esperando as coisas acontecerem. Precisamos fazer a nossa parte.

Primeiro em nossa vida, depois na nossa família e por fim em nossa comunidade. Sempre em busca do melhor e do bem comum.

Afinal de contas, se você que leu este texto até aqui e, por algum momento concordou, discordou e sorriu é sinal que fiz a minha parte.

Agora é com você.

Seja feliz e faça alguém feliz com sua presença, afinal de contas tem sempre alguém precisando de você, mesmo que seja apenas para dar um oi e dizer, tudo bem, feliz 2022!

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